bandeja transparente com cerca de cem cavidades quadradas em grade, vista em perspectiva

Resumo

  • O desenvolvimento de uma bandeja sob medida passa por cinco etapas: entendimento, conceito, protótipo, validação e produção.
  • O lote piloto é testado na sua operação, e o molde definitivo só é fabricado depois dessa aprovação.
  • Cada etapa tem um prazo típico, mas o do seu projeto é confirmado na proposta comercial, porque depende da complexidade da peça, das rodadas de ajuste e do tempo de teste na sua linha.
  • Quando a peça muda de revisão, o projeto da bandeja é atualizado a partir do arquivo existente.

Entre o desenho da peça e a bandeja em série existem cinco etapas: entendimento, conceito, protótipo, validação e produção. O ponto central é o lote piloto. As primeiras bandejas são testadas na sua operação, e o molde definitivo só é fabricado depois que você aprova o resultado. Cada etapa tem um prazo típico, mas o prazo total depende da complexidade da peça e das rodadas de ajuste, por isso é confirmado na proposta comercial, etapa por etapa. A seguir, o que acontece em cada fase e o que você pode fazer para encurtar o caminho.

Quais são as etapas do desenho à série?

Cada bandeja é desenvolvida sob medida, de acordo com a geometria da peça e com o lugar onde ela vai trabalhar. Por isso o processo começa pela peça e pela rotina da linha, e não por um modelo pronto. As etapas existem para que cada decisão seja testada antes de virar investimento em ferramental.

Na prática, o projeto segue cinco passos, sempre com a nossa engenharia acompanhando e com a sua aprovação antes de avançar para o seguinte. Cada aprovação fecha uma decisão, e a etapa seguinte parte dela, o que evita rediscutir o que já foi validado.

  • Entendimento: levantamento da peça, do volume, do ciclo de vida, do uso e dos requisitos, em visita ou reunião técnica.
  • Conceito: projeto em 3D com a peça já posicionada e imagem renderizada para aprovação.
  • Protótipo: amostra física, em geral uma cavidade feita em impressão 3D, para validar o encaixe e o manuseio.
  • Validação: lote piloto testado na operação; o molde definitivo só é liberado após essa aprovação.
  • Produção: produção em série com ferramentaria própria, inspeção e rastreabilidade de lote.

Entendimento e conceito: o projeto antes do molde

No entendimento, a conversa vai além da peça. Interessa saber quantas peças circulam por lote, se a bandeja termina na montagem do cliente ou volta para a fábrica, se há robô ou sistema de visão e se o componente precisa de proteção contra descarga eletrostática (ESD). Cada resposta muda a bandeja. Uma bandeja descartável e uma retornável para a mesma peça podem ser bem diferentes.

No conceito, você recebe o projeto em 3D com a sua peça posicionada. O projeto considera geometria, manuseio, proteção ESD, empilhamento, transporte e automação. Como a bandeja ainda é um arquivo, os ajustes são feitos na etapa de projeto, o que reduz retrabalho e custos nas fases seguintes. É o melhor momento para envolver quem opera a linha, porque é quem percebe primeiro uma cavidade difícil de alcançar com luva.

O que é lote piloto e o que ele valida?

O protótipo e o lote piloto têm funções diferentes. O protótipo é uma amostra física, em geral de uma única cavidade, para conferir se a peça entra, assenta e sai como previsto. Em casos mais complexos, o protótipo é a bandeja completa, testada na sua operação com operador, caixa, empilhamento e transporte de verdade. O lote piloto, por sua vez, leva a bandeja para a rotina da sua linha, e é nele que aparecem os detalhes que um arquivo não mostra.

Começar pequeno reduz o risco de quem compra. Um problema encontrado no piloto é corrigido antes do molde definitivo. O mesmo problema encontrado na série exige ajuste de ferramental com a produção já em andamento. Por isso o molde definitivo só é liberado depois que você aprova o lote piloto.

Durante o piloto, vale observar alguns pontos na linha e registrar o que for encontrado, com fotos e a opinião de quem opera. Esse retorno orienta os ajustes finais antes da liberação do molde definitivo.

  • A peça entra e sai sem forçar e não fica solta a ponto de se mover no transporte.
  • O operador pega a peça com facilidade, inclusive usando luva.
  • As bandejas empilham com estabilidade e cabem na caixa, no KLT ou no rack que você já usa.
  • A contagem por bandeja e por caixa fecha sem conferência peça a peça.
  • Se houver robô ou sistema de visão, cada cavidade fica na posição esperada.

O que define o prazo até a série

Cada etapa tem um prazo típico. Em geral, o entendimento acontece assim que houver disponibilidade da sua equipe, presencial ou on-line, e o conceito em 3D fica pronto em cinco dias. Depois da aprovação inicial, vem o protótipo, em geral uma cavidade feita em impressão 3D. O lote piloto costuma ser entregue cinco dias após a aprovação dos desenhos, e a produção em série tem prazo de 12 dias após a aprovação do piloto.

O prazo do seu projeto é confirmado na proposta comercial, porque varia de um caso para outro. Uma peça simples, com poucas cavidades e sem requisitos especiais, avança mais rápido do que um componente com geometria complexa, várias posições e proteção ESD. O número de rodadas de ajuste no conceito e no protótipo também pesa.

Parte do prazo depende de você. O tempo para aprovar o conceito, receber o protótipo e testar o lote piloto na linha costuma ser a maior variável. Ter a peça física disponível, o arquivo 3D atualizado e uma pessoa responsável pela aprovação encurta bastante o caminho. Uma revisão da peça no meio do projeto, por outro lado, devolve o trabalho à etapa de conceito.

Ferramentaria própria e as revisões da peça

Engenharia, molde, protótipo e produção acontecem no mesmo lugar, em Guararema, SP. A ferramentaria própria é a base da repetibilidade, com plano de manutenção, e mantém o mesmo encaixe lote após lote. Distribuir bem a espessura da chapa, inclusive nos cantos, faz parte do projeto, para que a bandeja seja resistente por inteiro.

Peças mudam de revisão, principalmente em eletrônica. Quando isso acontece, o projeto da bandeja é atualizado a partir do arquivo existente, e a mudança segue as mesmas etapas de aprovação. Se você já tem uma bandeja em uso com outro fornecedor, leia também como avaliamos o molde atual.

O que enviar para começar o desenvolvimento

Quanto mais completa a informação inicial, menos idas e vindas no conceito. Aceitamos arquivos STEP, IGES ou PDF, e uma amostra física da peça ajuda a conferir o encaixe desde o início. Se a peça ainda está em desenvolvimento, informe a revisão do arquivo enviado.

  • A peça: amostra física, desenho ou arquivo 3D.
  • O volume: quantidade por lote e frequência de uso.
  • O fluxo: onde e como a bandeja vai trabalhar, se termina no cliente ou circula dentro da fábrica.
  • Os requisitos: proteção ESD quando necessária, limpeza técnica, caixa ou rack padrão e as exigências do seu cliente.

Com essas informações, a engenharia analisa o caso e apresenta uma proposta inicial de bandeja. Você pode enviar tudo pelo formulário de cotação. Se ainda faltar alguma informação, envie o que já tiver, e a engenharia entra em contato se precisar de mais detalhes.

Arquivos aceitos para iniciar o projeto: STEP, IGES ou PDF. O molde definitivo só é fabricado após a aprovação do lote piloto na operação do cliente.

Perguntas frequentes

Depende da complexidade da peça, do número de rodadas de ajuste e do tempo de teste do lote piloto na sua linha. Como referência, o conceito fica pronto em cinco dias, o lote piloto é entregue cinco dias após a aprovação dos desenhos e a produção em série tem prazo de 12 dias após a aprovação do piloto. O prazo de cada projeto é confirmado na proposta comercial. Enviar a peça, o arquivo 3D atualizado e os requisitos logo no início costuma encurtar o caminho.

Em geral, sim, porque é produzido em quantidade menor e antes do molde definitivo. Em troca, você testa a bandeja na operação antes de comprometer o investimento no ferramental da série. As condições do piloto são apresentadas na proposta comercial de cada projeto.

A quantidade é definida com você, de acordo com o que precisa ser testado. O piloto precisa ser suficiente para passar pela rotina real da linha, com empilhamento, transporte e, quando houver, o ciclo de retorno ou o teste com robô.

A decisão é tomada com a engenharia, caso a caso. Uma alteração pequena em uma bandeja já validada, por exemplo, pode não exigir o mesmo teste de um projeto novo. Em projetos novos, o piloto é a forma de confirmar o encaixe e o manuseio antes do molde definitivo.

Autor técnicoAmilcar LuchesiDiretor técnico